2014!
quinta-feira, 13 de março de 2014
terça-feira, 28 de maio de 2013
MODERNISMO
O modernismo
surgiu em Portugal por volta de 1915, com a publicação das revistas Orfeu (1915),
Centauro (1916) e Portugal Futurista (1919). A primeira atitude dos novos
escritores foi de esquecer o passado, desprezar o sentimentalismo falso dos
românticos e adotar uma participação ativa e dentro primar pela originalidade
de idéias e, na poesia, não deveriam se prender à rima e à métrica.
Os autores
modernos não fundaram propriamente uma nova escola literária, com regras
rígidas. Pelo contrário, desvincularam-se das teorias das escolas anteriores e
procuraram para transmitir suas emoções, os fatos da vida atual e a realidade
do país de uma forma livre e descompromissada.
Percebe-se
nos autores modernos um vocabulário cheio de expressões coloquiais, traduzindo
a fala típica brasileira, versos livres, estilo consisco.
No Brasil
ocorreram fatos para o surgimento do
Modernismo:
1912
Oswald de
Andrade vai à Europa e volta imbuído do futurismo de Marinetti. Futurismo é o
nome dado ao movimento modernista que se baseia numa vida dinâmica, voltada
para o futuro, e que combate o passado, as tradições, o sentimentalismo, prega
formas novas e nítidas.
1915
Monteiro
Lobato publica em O Estado de S. Paulo dois artigos: "Urupés" e
"Velha Praga", em que condena o regionalismo sentimental e idealista.
1917
Anita Malfati
lança na pintura o cubismo, que despreza perspectiva convencional e representa
os objetos com formas geométricas.
1921
Graça Aranha
volta da Europa e publica estética da Vida, em que condena os padrões da época.
1922
Semana de
Arte Moderna em São Paulo, com sessões, conferências, recitais, exposição de
artes plásticas. Participaram desta semana: Oswald de Andrade, Mário de
Andrade, Guilherme de Almeida, Menotti del Picchia, Graça Aranha, Ronald de
Carvalho, Guiomar Novais, Paulo Prado, etc. Estava fundado o Modernismo no
Brasil. Apesar do forte impacto causado pelo movimento, o Modernismo se manteve
devido á grande divulgação no s jornais e revistas da época.
O movimento
modernista passou por três fases distintas:
1º fase
(1922-1928)
Nesta
primeira fase, os autores procuraram destruir e menosprezar a literatura
anterior, dando ênfase a um nacionalismo exagerado, ao primitivismo e
repudiando todo o nosso passado histórico.
2ª fase
(1928-1945)
Período de
construção, com idéias literárias inovadoras e coerentes. Abrem esta fase
construtiva Mário de Andrade, com a obra Macunaíma, e José Américo de Almeida,
com A Bagaceira.
3ª fase
Nesta fase os
autores fogem aos excessos e primam pela ordem sobre os caos que foi a geração.
gação, no
Brasil, das teorias vanguardistas européias é feita, em 1922, pela Semana de
Arte Moderna. Com a chamada Geração de 22, instalam-se, na literatura
brasileira, a escrita automática, influenciada pelos surrealistas franceses, o
verso livre, o lirismo paródico, a prosa experimental e uma exploração criativa
do folclore, da tradição oral e da linguagem coloquial. Em seu conjunto, essa é
uma fase contraditória, de ruptura com o passado literário, mas, ao mesmo
tempo, de tentativa de resgate de tradições tipicamente brasileiras.
O Modernismo
no Brasil era marcado por uma liberdade de estilo e aproximação da linguagem
com a linguagem falada; os de primeira fase eram especialmente radicais quanto
a isto. Outros modernistas importantes são:
Jorge Amado
Jorge Amado
nasceu em uma fazenda de cacau em Itabuna, Bahia, em 1912. Fez o curso primário
em Ilhéus (com uma professora particular que se tornou personagem de Gabriela
Cravo e Canela) e fez o secundário em um internato. Nessa época começou a ler
autores ingleses e portugueses. Fugiu para a casa do avô no Sergipe e em 1927
matriculou-se num externato, onde ligou-se a Academia dos Rebeldes, grupo de
jovens escritores contrários ao Modernismo.
Apesar disso,
Jorge Amado é considerado modernista da segunda geração. Trabalhou em jornais e
editoras, tendo fugido do país por perseguições políticas em 1935 e, após
eleito deputado federal em 1945, teve seu mandato cassado em 1948 quando o PCB
foi posto na ilegalidade. Deixou o país e viajou pelo mundo, recebendo um
prêmio na união Soviética em 1951. Em 1961 foi eleito para a Academia
Brasileira de Letras. Sua obra, que já foi adaptada para várias mídias e
traduzida para vários idiomas, é regionalista (trata sempre do NE,
especialmente a Bahia) e é dividida em três fases: uma com maiores preocupações
sociais, no começo da carreira, outra sobre o ciclo do cacau e outra ainda com
maior lirismo. Na primeira parte incluem-se Capitães de Areia e Mar Morto; na
segunda Cacaus, Terras do Sem-Fim e São Jorge de Ilhéus; na terceira, iniciada
com Gabriela Cravo e Canela (que apesar de se passar na zona do cacau não é
sobre o ciclo do cacau em si), incluem-se Dona Flor e seus Dois Maridos, Teresa
Batista Cansada de Guerra e Tieta do Agreste. Jorge Amado é até hoje muito
cotado para ganhar o prêmio Nobel de Literatura.
"Naquele
ano de 1925, quando floresceu o idílio da mulata Gabriela e do árabe Nacib, a
estação das chuvas tanto se prolongara além do normal e necessário que os
fazendeiros, como um bando assustado de medrosos, cruzavam-se nas ruas a
perguntar uns aos outros, o medo nos olhos e na voz" Gabriela Cravo e
Canela
"E aqui
termina a história de Nacib e Gabriela quando renasce a chama do amor de uma
brasa dormida nas cinzas do peito." Gabriela Cravo e Canela
" Lá
estava Vadinho, no chão de paralelepípedos, a boca sorrindo, todo branco e
loiro, todo cheio de paz e de inocência. Dona Flor ficou um instante parada, a
contemplá-lo como se demorasse a reconhecer o marido ou talvez, mais
provavelmente, a aceitar o fato, agora indiscutível, de sua morte. Mas foi só
um instante. Com um berro arrancado do fundo das entranhas, atirou-se sobre
Vadinho, agarrou-se ao corpo imóvel, a beijar-lhe os cabelos, o rosto pintado
de carmim, os olhos abertos, o atrevido bigode, a boca morta, para sempre
morta." Dona Flor e seus Dois Maridos
"Eu sou
o marido da pobre dona Flor, aquele que vai acordar a tua ânsia e morder o teu
desejo, escondido no fundo do teu ser, de teu recato. Ele é o marido da senhora
dona Flor, cuida da tua virtude, de tua honra, de teu respeito humano. Ele é
tua face matinal, eu sou a tua noite, o amante para o qual não tens nem jeito
nem coragem. Somos teus dois maridos, tuas duas faces, teu sim, teu não. Para
ser feliz, precisa de nós dois. Quando era eu só, tinhas meu amor e te faltava
tudo, como sofrias! Quando foi só ele, tinhas de um tudo, nada te faltavas,
sofria ainda mais. Agora, sim, é dona Flor inteira como deves ser." Dona
Flor e seus Dois Maridos
Graciliano
Ramos
Graciliano
Ramos (1892-1953) pode ser considerado um dos mestres do Regionalismo. Suas
obras passam-se no NE do Brasil e falam do povo nordestino, da seca, da
realidade enfim, com uma linguagem direta e típica da região. Apesar de também
Ter sido contista e cronista, é como romancista que se destaca. Graciliano
Ramos nasceu no interior do estado do Alagoas, mas sua família se mudou várias
vezes, peregrinando pelo interior do Nordeste. Mais tarde mudou-se para o RJ e
depois de volta a Palmeira dos Índios (AL), cidade onde realizou seus estudos. Lá
casou, estabeleceu-se no comércio e chegou a ser prefeito da cidade. Foi nessa
época que foi descoberto como romancista: escrevera também o relatório que um
editor desconfiara tratar-se de um romancista de gaveta. Estava certo:
Graciliano Ramos estava escrevendo havia anos seu primeiro romance, Caetés, com
o qual estrearia em sua carreira literária aos 41 anos (relativamente tarde).
Na mesma época de publicação do livro ele completou São Bernardo, primeira obra
da trilogia que é sua obra-prima e inclui Angústia e Vidas Secas. Em 1936 foi
acusado de comunista e mandado para a prisão, onde foi humilhado e maltratado
(o fruto disso seria o livro de memórias chamado Memórias do Cárcere). Em 1945
ele realmente se filiou ao PC e chegou a visitar países além da Cortina de
Ferro. Várias das obras de Graciliano Ramos já foram filmadas por consagrados
diretores brasileiros.
Dyonélio
Machado
Dyonélio
Machado (1895-1986) nasceu em Quaraí, Rio Grande do Sul, e formou-se em
Medicina em 1929 em Porto Alegre, sendo psiquiatra. Foi também jornalista,
chegando a dirigir o jornal Correio do Povo, e deputado pelo PCB, mas foi
destituído do cargo com a implantação do Estado Novo. Machado adquiriu
notoriedade ao vencer junto com, entre outros, seu amigo Érico Veríssimo, o
concurso da ABL em 1935. Machado era, aliás, amigo de muitos dos modernistas e
se correspondia com eles, estando alinhado com a Geração de 30. Dyonélio foi o
iniciador da prosa urbana gaúcha com o livro Um Pobre Homem. Sua obra de mais
repercussão foi Os Ratos, mas também é importante O Louco do Cati entre sua
obra.
"Os bem
vizinhos de Naziazeno Barbosa assistem ao 'pega' com leiteiro, Por detrás das
cercas. Mudos, com a mulher e um que outro filho espantado já de pé àquela
hora, ouvem. Todos aqueles quintais conhecidos têm o mesmo silêncio. Noutras
ocasiões, quando era apenas a 'briga' com a mulher, esta, como um último
desaforo de vítima, dizia-lhe: 'Olha que os vizinhos estão ouvindo'. Depois, à
hora da saída, eram aquelas caras curiosaas às janelas, com os olhos fitos nele
enquanto ele cumprimentava."
Os Ratos
"Ele vê
os ratos em cima da mesa, tirando de cada lado do dinheiro - da presa! -
roendo-o, arrastando-o para longe dali, para a toca, às migalhas!..."
Os Ratos
Raul Bopp
Raul Bopp
(1898-1984), gaúcho de Tupaceretã, foi poeta, ensaísta, diplomata e jornalista.
Participou da Semana de Arte Moderna e foi muito influenciado pelos Andrade.
Sua obra apresenta nacionalismo e construções gramaticais mais audaciosas, com
linguagem tipicamente popular.
Clarice Lispector
Clarice
Lispector (1925-1977), contista, cronista e romancista de destaque na
literatura brasileira, não é brasileira nata: nasceu na Ucrânia e veio para o
Brasil ainda criança. Com 12 anos transfere-se do Recife onde morava para o Rio
de Janeiro para cursar o secundário. Mas já escrevia antes disso: aos sete anos
mandava contos ao semanário infantil. Sempre recusados. Ainda estudante escreve
seu primeiro romance (Perto do Coração Selvagem). Lispector tem um prosa
introspectiva e intimista, que explora os caráter do ser humano e os conflitos
interiores, com um estilo dramático e por vezes inteligentemente irônico. Além
de vários romances como A hora da Estrela e A Paixão segundo G.H., Clarice
escreveu contos.
"Enquanto
eu tiver perguntas e não houver respostas continuarei a escrever. Como começar
pelo início, se as coisas acontecem antes de acontecer? Se antes da
pré-pré-história já havia os monstros apocalípticos? Se esta história não
existe, passará a existir. Pensar é um ato. Sentir é um fato. Os dois juntos -
sou eu que escrevo o que estou escrevendo. Deus é o mundo. A verdade é sempre
um contato interior e inexplicável. A minha vida mais verdadeira é
irreconhecível, extremamente interior e não tem uma só palavra que a
signifique. Meu coração se esvaziou de todo desejo e reduz-se ao próprio último
ou primeiro pulsar.
A dor de
dentes que perpassa esta história deu uma fisgada funda em plena boca nossa.
Então eu canto alto agudo uma melodia sincopada e estridente - é a minha
própria dor, eu carrego o mundo e há falta de felicidade. Felicidade? Nunca vi
palavra mias doida, inventada pelas nordestinas que andam aí aos montes."
A Hora da
Estrela
"Acho
com alegria que ainda não chegou a hora de estrela de cinema de Macabéa morrer.
Pelo menos ainda não consigo adivinhar se lhe acontece o homem louro e
estrangeiro. Rezem por ela e que todos interrompam o que estão fazendo para
soprar-lhe vida, pois Macabéa está por enquanto solta ao acaso como a porta
balançando ao vento no infinito, Eu poderia resolver pelo caminho mais fácil,
matar a menina-infante, mas quero o pior: a vida. Os que me lerem, assim, levem
um soco no estômago para ver se é bom. A vida é um soco no estômago."
Antônio de
Alcântra Machado
Antônio
Castilho de Alcântara Machado d'Oliveira (1901-1935) foi um importante escritor
modernista da primeira fase, apesar de não ter participado da Semana de Arte
Moderna de 1922. Apesar de não ser tão radical como os outros modernistas
contemporâneos seus, usava uma linguagem em seus contos que se aproximava muito
do falado. Seus personagens de Brás, Bexiga e Barra Funda falavam uma mistura
muito peculiar de italiano e português. Machado nunca chegou a completar seu
romance Mana Maria, que foi publicado um ano depois de sua prematura morte. Pouco
antes do fim da vida rompeu relações com Oswald de Andrade por motivos
ideológicos, ao mesmo tempo em que sua amizade com Mário de Andrade se
estreitava.
"O
primeiro serviço profissional de Bruno foi requerer ao exmo. snr. dr. Ministro
da Justiça e Negócios Interiores do Brasil a naturalização de Tranquillo
Zampinetti, cidadão italiano residente em São Paulo."
Brás, Bexiga
e Barra Funda
Ronald de
Carvalho
Ronald de
Carvalho (1883-1935) foi um dos participantes da Semana de Arte Moderna de
1922. Ensaísta e crítico, sobressaiu-se como poeta e declamador. Quando durante
a Semana declamou a famosa poesia Os Sapos, de Manuel Bandeira, recebeu uma das
maiores vaias de toda a apresentação. Em sua poesia abusava do verso livre, em
contraposição a formalidade dos parnasianos.
Cassiano
Ricardo
O paulista
Cassiano Ricardo Leite (1895-1974) foi um dos líderes do Movimento Verde e
Amarelo do início do Modernismo brasileiro. Ensaísta, jornalista e crítico,
sobressaiu-se como poeta. Apesar do início parnasiano, chegou a ter influência
concretista. Foi membro da Academia Brasileira de Letras.
Vinícius de
Moraes
Marcus
Vinícius da Cruz de Mello Moraes (1913-1980), cronista, diplomata, teatrólogo e
roteirista carioca, destacou-se foi mesmo na poesia e na música. Apesar de um começo
de preocupações mais místicas, mas depois foi expressando sua inquietação com
mistério e um fino humor, valorizando a naturalidade do amor humano e a beleza
das relações amorosas. Alguns de seus versos também tinham certo cunho
político, o que geralmente lhe deixava em maus lençóis frente a seus colegas de
diplomacia. Apesar de grande poeta, é na música que Vinícius de Moraes
realmente se destaca e é imortalizado. Pertence à Segunda fase do Modernismo.
Cecília
Meireles
Cecília
Meireles (1901-1964) nasceu e morreu no RJ. Criada pela avó (os pais morreram
quando ela era apenas um bebê), sempre foi uma aluna brilhante. Cecília iniciou
parnasiana, fez duas obras mais simbolistas e depois ligou-se ao Modernismo,
mas nunca realmente pertenceu totalmente a uma escola. Escreveu uma obra
extremamente intimista e foi reconhecida largamente: foi a primeira mulher a
ganhar um prêmio da ABL, ensinou na UERJ e na universidade do Texas. Além de
poetisa, Cecília também foi teatróloga e tradutora.
Jorge de Lima
Jorge Mateus
de Lima (1895-1953) foi, além de médico, político, pedagogo, professor,
ensaísta, crítico, romancista, pintor e escultor um grande poeta modernista.
Nascido no interior do estado de Alagoas, Jorge de Lima foi um poeta precoce.
Sua primeira poesia publicada foi aos 13 anos; a fama chegou três anos mais
tarde. Cursou Medicina em Salvador e no Rio de Janeiro, mas exerceu-a em
Maceió, onde foi eleito deputado estadual. Introduziu métodos de sanitarização
em Alagoas como diretor da saúde pública e em 1930 mudou-se para o Rio de
Janeiro por causa da situação política, onde foi vereador e professor e acabou
por morrer. Jorge de Lima aderiu ao Modernismo apenas em 1925, mas pertence à
chamada geração de 30. Publicou vários livros de poesia e prosa; até mesmo um
de fotomontagens.
João Cabral
de Melo Neto
João Cabral
de Melo Neto é considerado o maior poeta vivo brasileiro. Diplomata, este
pernambucano nascido em 1920 recusa o sentimentalismo e é por alguns
considerado um "poeta-engenheiro", pois constrói suas poesias de
grande apelo visual. Em 1945 entrou para o Itamarati (Ministério das Relações
Exteriores do Brasil) e viajou o mundo como diplomata. Em 1968 entrou na
Academia Brasileira de Letras. Apesar de ter começado surrealista em seu
primeiro livro, o segundo apresentava influência construtivista. Mais tarde
publicou Morte e Vida Severina, que assim como outros poemas, mostra a
realidade do NE brasileiro. João Cabral de Melo Neto é considerado o maior
poeta da autodenominada "Geração de 45", apesar de ter participado
pouco tempo dela.
"E somos
Severinos
iguais em
tudo na vida
morremos de
morte igual,
mesma morte
severina"
Morte e Vida
Severina
" Lá
ficaria toda a vida
com a
geometria e a aritmética.
Sua vida
poderia ser
muito mais
útil do que era.
O imperador
dos brasileiros
os escritores
muito preza.
Tardou o
indulto mas chegou.
É mais seguro
vir por terra.
(Aqui,
descarga de espingardas.)" Auto do Frade
Manuel
Bandeira
Manuel
Carneiro de Sousa Bandeira Filho (1886-1968) é uma das figuras mais importantes
da poesia brasileira e um dos iniciadores do Modernismo. Apesar de ser um poeta
fabuloso, também foi ensaísta, cronista e tradutor. O próprio autor define sua
poesia como a do "gosto humilde da tristeza". Grandes músicos de seu tempo
como Heitor Villa-Lobos musicaram poemas seus.
No final da
história, Bandeira transcendeu o Modernismo.
Já novo
gostava da leitura, mas teve que abandonar a faculdade por ter contraído
tuberculose. Passou doente toda vida, apesar das várias estadas em clínicas
brasileiras e até na Suíça. Se ligou aos modernistas em 1921 e participou da
Semana. Em 1940 tornou-se membro da ABL. Apesar de um começo parnasiano,
Bandeira já produzia inovações em 1919. No livro deste ano estava contido poema
Os Sapos, uma irreverente crítica aos parnasianos que foi usada como lema dos
modernistas da primeira fase após ser lida por Ronald de Carvalho. As várias
poesias subseqüentes tem metrificação nula e seus livros são ortodoxamente
modernistas. Sua poesia mais famosa é, sem dúvida alguma, Vou me embora para
Pasárgada.
Rachel de
Queiroz
Rachel de
Queiroz nasceu em 1910 e foi a primeira mulher eleita para a ABL (em 1977).
Poetisa, cronista e teatróloga, sobressai-se como romancista e regionalista.
Rachel de Queiroz tem em sua ficção a preocupação de mostrar tanto os problemas
sócio-políticos do NE do Brasil como também fazer análises psicológicas.
Sucesso de crítica e público, entre suas obras mais famosas encontram-se O
Quinze, Caminhos de Pedra, Três Marias e Memorial de Maria Moura.
José Lins do
Rego
José Lins do
rego (1901-1957) é um dos mais importantes escritores regionalistas do Brasil.
Seus romances, com altos tons autobiográficos, tratam muitas vezes do ciclo da
cana-de-açúcar e dos explorados por essa. José Lins do Rego era paraibano e
nasceu ele mesmo num engenho. Estudou Direito no Recife e formou-se em 1923.
Dois anos depois tornou-se promotor em MG e no ano seguinte mudou-se para
Maceió, onde começou a escrever seus primeiros livros. Em 35 mudou-se para o
RJ, onde começou a escrever para jornais e revistas. Não trabalhou em outra
cidade desta data até sua morte. As obras de José Lins do Rego são altamente
pessoais e ele é considerado o iniciador do neo-realismo (escola literária
moderna que se propõe a retratar o real mais objetivamente). Sua linguagem é
mais descontraída e seus livros são populares não só com o público mas com a
crítica. Sua primeira obra foi Menino do Engenho (sua obra-prima). Além de
vários ensaios subseqüentes, escreveu também ensaios, livros de viagens, um
livro infantil e outro de memórias.
Murilo Mendes
Murilo
Monteiro Mendes (1901-1975) foi um dos mais importantes poetas da Segunda fase
do Modernismo. Fez sua obra em diversos períodos com diversas características,
chegando até mesmo a produzir poesias alinhadas aos processos de vanguarda dos
anos 70. Murilo Mendes nasceu e estudou em juiz de Fora até a faculdade de
Farmácia. Mudou-se então para Niterói. No Rio e em Niterói iniciou sua
carreira, contribuindo para revistas enquanto funcionário público. Suas
primeiras obras são tipicamente modernistas no começo, mas quando converteu-se
ao catolicismo sua obra mudou. Nessa fase já tinha influências cubistas. Por
toda a vida seu estilo mudou muito, passando da irreverência inicial ao rigor e
a suas características vanguardistas.
Guimarães
Rosa
João
Guimarães Rosa (1908-1967) foi um dos maiores prosistas do século XX. De um
estilo único e pessoal de linguagem e narrativa, Guimarães Rosa sempre usou a
realidade como fonte de inspiração sem descrevê-la documentalmente. Mineiro, o
médico e diplomata Guimarães Rosa ganhou prêmios como poeta e contista já no
início da carreira, na década de 30. Como servia na Alemanha em 1942, foi preso
durante a guerra diplomática. A partir do fim do Estado Novo Guimarães Rosa vai
ganhando força e qualidade como escritor. Em 1956 publica sua obra-prima,
Grande Sertão: Veredas. Dois anos depois tornou-se ministro e em 1963 foi
eleito para a ABL. Foi adiando sua posse durante quatro anos e acabou por
falecer três dias após empossado. Guimarães Rosa começou a partir do
Regionalismo mineiro, mas sua obra partiu para o universal, experimental e
fantástico (nos dois sentidos), com grande profundidade psicológica. Guimarães
Rosa pode ser considerado um dos melhores, se não melhor prosista da chamada
geração de 45, tendo sido excelente não apenas em seus romances, como também em
seus contos.
Oswald de
Andrade
José Oswald
de Andrade (1890-1853) foi poeta, romancista, ensaísta e teatrólogo. Figura de
muito destaque no Modernismo Brasileiro, ele trouxe de sua viagem a Europa o
Futurismo. Formado em Direito, Oswald era um playboy extravagante: usa luvas
xadrez e tinha um Cadillac verde apenas porque este tinha cinzeiro, para citar
apenas algumas de suas muitas extravagâncias. Amigo de Mário de Andrade, era
seu oposto: milionário, extrovertido, mulherengo (casou-se 5 vezes, as mais
célebres sendo as duas primeiras esposas: Tarsila do Amaral e Patrícia
"Pagu" Galvão). Foi um dos principais artistas da Semana de Arte
Moderna e lançou o Movimento Pau-Brasil e a Antropofagia, corrente que pretendia
devorar a cultura européia e brasileira da época e criar uma verdadeira cultura
brasileira. Fazendeiro de café, perdeu tudo e foi à falência em 1929 com o
crash da Bolsa de Valores. Militante esquerdista, passou a divulgar o Comunismo
junto com Pagu em 1931, mas desligou-se do Partido em 1945. Sua obra é marcada
pela irreverência, pelo coloquialismo, pelo nacionalismo e pela crítica. Morreu
sofrendo dificuldades de saúde e financeiras, mas sem perder o contato com os
artistas da época. entre seus romance encontram-se Memórias Sentimentais de
João Miramar, Os Condenados e Serafim Ponte Grande.
"Napoleão
era um grande guerreiro que Maria da Glória conheceu e Pernambuco disse que o
dia mais feliz da vida dele foi o dia em que fiz minha primeira comunhão."
Memórias Sentimentais de João Miramar
"Eu
pudera quem sabe prever o armistício com músicas jazzbandando pelas ruas
aliadas e o esmigalhamento alemão por Foch e Poincaré, mas nunca auscultara
minha precoce viuvez e a chegada de Antuérpia num cargoboat, do meu cunhado José
Elesbão da Cunha com barbas. " Memórias Sentimentais de João Miramar
Mário de
Andrade
Mário Raul de
Morais Andrade (1893-1945) foi um dos organizadores do Modernismo e da Semana
de Arte Moderna de 1922. Começou escrevendo críticas de arte e poesia (ainda
parnasiana) com o pseudônimo de Mário Sobral. Rompeu com o Parnasianismo e o
passado com Paulicéia Desvairada e a Semana, da qual participou ativamente.
Mário de Andrade era um escritor completo: além de poesia, também escreveu
romances (Amar, Verbo Intransitivo e Macunaíma), contos (Primeiro Andar,
Belazarte e Contos Novos) e ensaios (A escrava que não é Isaura, Música do
Brasil, O movimento modernista e O empalhador de passarinhos). Lutou sempre por
uma literatura brasileira e com temas brasileiros. Ironicamente, Mário era
anti-romântico e este também era o objetivo do romântico José de Alencar. Mário
de Andrade era um homem tímido e, segundo Rachel de Queiroz, um homossexual
reprimido. Num PS, esta figura é de Mário mais velho, mas ele nunca teve muito
cabelo.
"O rosto
se apoiou nos cabelos dele. Os lábios quase que, é natural, sim: tocaram na
orelha dele. Tocaram por acaso, quase de posição. Os seios pousaram sobre um
ombro largo, musculoso, agora impassível escutando. Chuvarada de ouro sobre a
abandonada barca de Dânae… Carlos… eta arroubo interior, medo? vergonha?
aterrorizado! indizível doçura… Carlos que nem pedra." Amar, Verbo
Intransitivo
"… de
amor!… Ela abriu os olhos da vida pra aquele. Ininteligente. Sarambé. Batido,
sem mesmo vivacidade interior. Decididamente Luís lhe desagradava, e Fräulein
não sentiu nenhuma vontade de continuar. Porém como se ele apenas esperasse um
gesto dela para recomeçar o aprendizado, Fräulein molemente buscou entre as
mãos dele a fita de serpentina. O gesto preparado aproximou os corpos.
Ondulação macia de auto é pretexto que amante não deve perder. Descansando mais
pesadamente o ombro no peito dele, Fräuilein se deixou amparar. Ensinava assim
o mais doce, mais suaves dos gestos dos proteção." Amar, Verbo Intransitivo
"Ai! que
preguiça!…" Macunaíma
"Pouca
saúde e muita saúva os males do Brasil são." Macunaíma.
FONTE: Portal São Francisco
FONTE: Portal São Francisco
terça-feira, 7 de maio de 2013
Discurso Direto e Indireto
Separa discurso direto e indireto utilizando aspas.
O discurso é direto quando são as personagens que falam. O narrador, interrompendo a narrativa, põe-nas em cena e cede-lhes a palavra.
No discurso indireto não há diálogo, o narrador não põe as personagens a falar diretamente, mas faz-se o intérprete delas, transmitindo ao leitor o que disseram ou pensaram.
segunda-feira, 15 de abril de 2013
RESENHA
A resenha é uma abordagem que se propõe a construção de relações entre as propriedades de um objeto analisado, descrevendo-o e enumerando aspectos considerados relevantes sobre ele
Resenha-resumo:
É um texto que se limita a resumir o conteúdo de um livro, de um capítulo, de um filme, de uma peça de teatro ou de um espetáculo, sem qualquer crítica ou julgamento de valor. Trata-se de um texto informativo, pois o objetivo principal é informar o leitor.
Resenha-crítica:
É um texto que, além de resumir o objeto, faz uma avaliação sobre ele, uma crítica, apontando os aspectos positivos e negativos. Trata-se, portanto, de um texto de informação e de opinião, também denominado de recensão crítica.
A resenha, por ser em geral um resumo crítico, exige que o resenhista seja alguém com conhecimentos na área, uma vez que avalia a obra, julgando-a criticamente.
O objetivo da resenha é divulgar objetos de consumo cultural - livros,filmes peças de teatro, etc. Por isso a resenha é um texto de caráter efêmero, pois "envelhece" rapidamente, muito mais que outros textos de natureza opinativa.
A resenha é, em geral, veiculada por jornais e revistas.
A extensão do texto-resenha depende do espaço que o veículo reserva para esse tipo de texto. Observe-se que, em geral, não se trata de um texto longo, "um resumão" como normalmente feito nos cursos superiores ... Para melhor compreender este item, basta ler resenhas veiculadas por boas revistas.
Devem constar:
O texto-resenha, como todo texto, tem título, e pode ter subtítulo, conforme os exemplos, a seguir:
Constam da referência bibliográfica:
Os dados da referência bibliográfica podem constar destacados do texto, num "box" ou caixa.
Exemplo: Ensaio sobre a cegueira, o novo livro do escritor português José Saramago (Companhia das Letras; 310 páginas; 20 reais), é um romance metafórico (...) (Veja, 25 de outubro, 1995).
O resumo que consta numa resenha apresenta os pontos essenciais do texto e seu plano geral.
Pode-se resumir agrupando num ou vários blocos os fatos ou idéias do objeto resenhado.
Pode-se também resumir de acordo com a ordem dos fatos, das partes e dos capítulos.
Pode-se começar uma resenha citando-se imediatamente a obra a ser resenhada. Veja os exemplos:
"Língua e liberdade: por uma nova concepção da língua materna e seu ensino" (L&PM, 1995, 112 páginas), do gramático Celso Pedro Luft, traz um conjunto de idéias que subvertem a ordem estabelecida no ensino da língua materna, por combater, veementemente, o ensino da gramática em sala de aula.
Outra maneira bastante freqüente de iniciar uma resenha é escrever um ou dois parágrafos relacionados com o conteúdo da obra.
Observe o exemplo da resenha sobre o livro "História dos Jovens" (Giovanni Levi e Jean-Claude Schmitt), escrita por Hilário Franco Júnior (Folha de São Paulo, 12 de julho, 1996).
Há poucas semanas, gerou polêmica a decisão do Supremo Tribunal Federal que inocentava um acusado de manter relações sexuais com uma menor de 12 anos. A argumentação do magistrado, apoiada por parte da opinião pública, foi que "hoje em dia não há menina de 12 anos, mas mulher de 12 anos".
Outra parcela da sociedade, por sua vez, considerou tal veredito como a aceitação de "novidades imorais de nossa época". Alguns dias depois, as opiniões foram novamente divididas diante da estatística publicada pela Organização Mundial do Trabalho, segundo a qual 73 milhões de menores entre 10 e 14 anos de idade trabalham em todo o mundo. Para alguns isso é uma violência, para outros um fato normal em certos quadros sócio-econômico-culturais.
Essas e outras discussões muito atuais sobre a população jovem só podem pretender orientar comportamentos e transformar a legislação se contextualizadas, relativizadas. Enfim, se historicizadas. E para isso a "História dos Jovens" - organizada por dois importantes historiadores, o modernista italiano Giovanno Levi, da Universidade de Veneza, e o medievalista francês Jean-Claude Schmitt, da École des Hautes Études em Sciences Sociales - traz elementos interessantes.
Há, evidentemente, numerosas outras maneiras de se iniciar um texto-resenha. A leitura (inteligente) desse tipo de texto poderá aumentar o leque de opções para iniciar uma recensão crítica de maneira criativa e cativante, que leva o leitor a interessar-se pela leitura.
A resenha crítica não deve ser vista ou elaborada mediante um resumo a que se acrescenta, ao final, uma avaliação ou crítica. A postura crítica deve estr presente desde a primeira linha, resultando num texto em que o resumo e a voz crítica do resenhista se interpenetram.
O tom da crítica poderá ser moderado, respeitoso, agressivo, etc.
Deve ser lembrado que os resenhistas - como os críticos em geral - também se tornam objetos de críticas por parte dos "criticados" (diretores de cinema, escritores, etc.), que revidam os ataques qualificando os "detratores da obra" de "ignorantes" (não compreenderam a obra) e de "impulsionados pela má-fé".
FONTE: Prof. Me. Gilberto Scarton (FALE/GWEB)
Resenha-resumo:
É um texto que se limita a resumir o conteúdo de um livro, de um capítulo, de um filme, de uma peça de teatro ou de um espetáculo, sem qualquer crítica ou julgamento de valor. Trata-se de um texto informativo, pois o objetivo principal é informar o leitor.
Resenha-crítica:
É um texto que, além de resumir o objeto, faz uma avaliação sobre ele, uma crítica, apontando os aspectos positivos e negativos. Trata-se, portanto, de um texto de informação e de opinião, também denominado de recensão crítica.
2. Quem é o resenhista
A resenha, por ser em geral um resumo crítico, exige que o resenhista seja alguém com conhecimentos na área, uma vez que avalia a obra, julgando-a criticamente.
3. Objetivo da resenha
O objetivo da resenha é divulgar objetos de consumo cultural - livros,filmes peças de teatro, etc. Por isso a resenha é um texto de caráter efêmero, pois "envelhece" rapidamente, muito mais que outros textos de natureza opinativa.
4. Veiculação da resenha
A resenha é, em geral, veiculada por jornais e revistas.
5. Extensão da resenha
A extensão do texto-resenha depende do espaço que o veículo reserva para esse tipo de texto. Observe-se que, em geral, não se trata de um texto longo, "um resumão" como normalmente feito nos cursos superiores ... Para melhor compreender este item, basta ler resenhas veiculadas por boas revistas.
6. O que deve constar numa resenha
Devem constar:
- O título
- A referência bibliográfica da obra
- Alguns dados bibliográficos do autor da obra resenhada
- O resumo, ou síntese do conteúdo
- A avaliação crítica
7. O título da resenha
O texto-resenha, como todo texto, tem título, e pode ter subtítulo, conforme os exemplos, a seguir:
- Título da resenha: Astro e vilão
Subtítulo: Perfil com toda a loucura de Michael Jackson
Livro: Michael Jackson: uma Bibliografia não Autorizada (Christopher Andersen) - Veja, 4 de outubro, 1995
Título da resenha: Com os olhos abertos
Livro: Ensaio sobre a Cegueira (José Saramago) - Veja, 25 de outubro, 1995
Título da resenha: Estadista de mitra
Livro: João Paulo II - Bibliografia (Tad Szulc) - Veja, 13 de março, 1996
8. A referência bibliográfica do objeto resenhado
Constam da referência bibliográfica:
- Nome do autor
- Título da obra
- Nome da editora
- Data da publicação
- Lugar da publicação
- Número de páginas
- Preço
Os dados da referência bibliográfica podem constar destacados do texto, num "box" ou caixa.
Exemplo: Ensaio sobre a cegueira, o novo livro do escritor português José Saramago (Companhia das Letras; 310 páginas; 20 reais), é um romance metafórico (...) (Veja, 25 de outubro, 1995).
9. O resumo do objeto resenhado
O resumo que consta numa resenha apresenta os pontos essenciais do texto e seu plano geral.
Pode-se resumir agrupando num ou vários blocos os fatos ou idéias do objeto resenhado.
Pode-se também resumir de acordo com a ordem dos fatos, das partes e dos capítulos.
10. Como se inicia uma resenha
Pode-se começar uma resenha citando-se imediatamente a obra a ser resenhada. Veja os exemplos:
"Língua e liberdade: por uma nova concepção da língua materna e seu ensino" (L&PM, 1995, 112 páginas), do gramático Celso Pedro Luft, traz um conjunto de idéias que subvertem a ordem estabelecida no ensino da língua materna, por combater, veementemente, o ensino da gramática em sala de aula.
Outra maneira bastante freqüente de iniciar uma resenha é escrever um ou dois parágrafos relacionados com o conteúdo da obra.
Observe o exemplo da resenha sobre o livro "História dos Jovens" (Giovanni Levi e Jean-Claude Schmitt), escrita por Hilário Franco Júnior (Folha de São Paulo, 12 de julho, 1996).
O que é ser jovem
Hilário Franco Júnior
Há poucas semanas, gerou polêmica a decisão do Supremo Tribunal Federal que inocentava um acusado de manter relações sexuais com uma menor de 12 anos. A argumentação do magistrado, apoiada por parte da opinião pública, foi que "hoje em dia não há menina de 12 anos, mas mulher de 12 anos".
Outra parcela da sociedade, por sua vez, considerou tal veredito como a aceitação de "novidades imorais de nossa época". Alguns dias depois, as opiniões foram novamente divididas diante da estatística publicada pela Organização Mundial do Trabalho, segundo a qual 73 milhões de menores entre 10 e 14 anos de idade trabalham em todo o mundo. Para alguns isso é uma violência, para outros um fato normal em certos quadros sócio-econômico-culturais.
Essas e outras discussões muito atuais sobre a população jovem só podem pretender orientar comportamentos e transformar a legislação se contextualizadas, relativizadas. Enfim, se historicizadas. E para isso a "História dos Jovens" - organizada por dois importantes historiadores, o modernista italiano Giovanno Levi, da Universidade de Veneza, e o medievalista francês Jean-Claude Schmitt, da École des Hautes Études em Sciences Sociales - traz elementos interessantes.
Há, evidentemente, numerosas outras maneiras de se iniciar um texto-resenha. A leitura (inteligente) desse tipo de texto poderá aumentar o leque de opções para iniciar uma recensão crítica de maneira criativa e cativante, que leva o leitor a interessar-se pela leitura.
11. A crítica
A resenha crítica não deve ser vista ou elaborada mediante um resumo a que se acrescenta, ao final, uma avaliação ou crítica. A postura crítica deve estr presente desde a primeira linha, resultando num texto em que o resumo e a voz crítica do resenhista se interpenetram.
O tom da crítica poderá ser moderado, respeitoso, agressivo, etc.
Deve ser lembrado que os resenhistas - como os críticos em geral - também se tornam objetos de críticas por parte dos "criticados" (diretores de cinema, escritores, etc.), que revidam os ataques qualificando os "detratores da obra" de "ignorantes" (não compreenderam a obra) e de "impulsionados pela má-fé".
FONTE: Prof. Me. Gilberto Scarton (FALE/GWEB)
Conjunções - Adversativas, Explicativas, Conclusivas, Alternativas e Aditivas.
Conjunção é a palavra invariável que liga duas orações ou dois termos semelhantes de uma mesma oração.
CLASSIFICAÇÃO
- Conjunções Coordenativas
- Conjunções Subordinativas
Dividem-se em:
ADITIVAS:
Expressam a ideia de adição, soma.
Observe os exemplos:
- Eu reuni a família e preparei uma surpresa.
- Ele não só emprestou o joguinho como também me ensinou a jogar.
Principais conjunções aditivas: e, nem, não só...mas também, não só...como também.
ADVERSATIVAS
Expressam idéias contrárias, de oposição, de compensação. Exemplos:
- Tentei chegar na hora, porém me atrasei.
- Não vi meu sobrinho crescer, no entanto está um homem.
Principais conjunções adversativas: mas, porém, contudo, todavia, no entanto, entretanto.
ALTERNATIVAS
Expressam idéia de alternância.
- Ou você sai do telefone ou eu vendo o aparelho.
- Minha cachorra ora late ora dorme.
- Vou ao cinema quer faça sol quer chova.
Principais conjunções alternativas: Ou...ou, ora...ora, quer...quer, já...já.
CONCLUSIVAS
Servem para dar conclusões às orações. Exemplos:
- Estudei muito por isso mereço passar.
- Estava preparada para a prova, portanto não fiquei nervosa.
- Você me ajudou muito; terá, pois sempre a minha gratidão.
Principais conjunções conclusivas: logo, por isso, pois (depois do verbo), portanto, por conseguinte, assim.
EXPLICATIVAS
Explicam, dão um motivo ou razão:
- É melhor colocar o casaco porque está fazendo muito frio lá fora.
- Não demore, que o seu programa favorito vai começar.
Principais conjunções explicativas: que, porque, pois (antes do verbo), porquanto.
CLASSIFICAÇÃO DAS CONJUNÇÕES SUBORDINATIVAS
CAUSAIS
Principais conjunções causais: porque, visto que, já que, uma vez que, como (= porque). Exemplos:
- Não pude comprar o CD porque estava em falta.
- Ele não fez o trabalho porque não tem livro.
- Como não sabe dirigir, vendeu o carro que ganhou no sorteio.
COMPARATIVAS
Principais conjunções comparativas: que, do que, tão...como, mais...do que, menos...do que.
- Ela fala mais que um papagaio.
CONCESSIVAS
Principais conjunções concessivas: embora, ainda que, mesmo que, apesar de, se bem que.
Indicam uma concessão, admitem uma contradição, um fato inesperado.Traz em si uma idéia de “apesar de”.
- Embora estivesse cansada, fui ao shopping. (= apesar de estar cansada)
- Apesar de ter chovido fui ao cinema.
CONFORMATIVAS
Principais conjunções conformativas: como, segundo, conforme, consoante
- Cada um colhe conforme semeia.
- Segundo me disseram a casa é esta.
Expressam uma idéia de acordo, concordância, conformidade.
CONSECUTIVAS
Expressam uma idéia de conseqüência.
Principais conjunções consecutivas: que ( após “tal”, “tanto”, “tão”, “tamanho”).
- Falou tanto que ficou rouco.
- Estava tão feliz que desmaiou.
FINAIS
Expressam idéia de finalidade, objetivo.
- Todos trabalham para que possam sobreviver.
- Viemos aqui para que vocês ficassem felizes.
Principais conjunções finais: para que, a fim de que, porque (=para que),
PROPORCIONAIS
Principais conjunções proporcionais: à medida que, quanto mais, ao passo que, à proporção que.
- À medida que as horas passavam, mais sono ele tinha.
- Quanto mais ela estudava, mais feliz seus pais ficavam.
TEMPORAIS
Principais conjunções temporais: quando, enquanto, logo que.
- Quando eu sair, vou passar na locadora.
- Chegamos em casa assim que começou a chover.
- Mal chegamos e a chuva desabou.
Obs: Mal é conjunção subordinativa temporal quando equivale a "logo que".
O conjunto de duas ou mais palavras com valor de conjunção chama-se locução conjuntiva.
Exemplos: ainda que, se bem que, visto que, contanto que, à proporção que.
Algumas pessoas confundem as circunstâncias de causa e conseqüência. Realmente, às vezes, fica difícil diferenciá-las.
Observe os exemplos:
- Correram tanto, que ficaram cansados.
“Que ficaram cansados” aconteceu depois deles terem corrido, logo é uma conseqüência.
Ficaram cansados porque correram muito.
“Porque correram muito” aconteceu antes deles ficarem cansados, logo é uma causa.
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